Os cidadãos da UE não pagam propinas nas licenciaturas das universidades públicas – na Universidade de Chipre, o Estado paga a propina de 3417 € por ano, e os estudantes de fora da UE pagam 6834 € por ano. Chipre tem 3 universidades públicas e 9 privadas, e muitas instituições, sobretudo as privadas, têm cursos inteiramente em inglês. Descobre como funciona a admissão, onde viver e onde os estudantes encontram trabalhos ocasionais.

Segundo o Departamento do Ensino Superior de Chipre, o país tem:
A maior universidade pública, a UCY, admite cerca de 1500 novos estudantes por ano e tem cerca de 5300 estudantes de licenciatura.
Chipre segue o sistema de Bolonha, com três ciclos: Bachelor (1.º ciclo, licenciatura), Master (2.º ciclo, mestrado) e doutoramento (PhD). Tomando como exemplo a Universidade de Chipre:
O ano letivo tem um semestre de outono (setembro–dezembro) e um semestre de primavera (janeiro–maio). A presença nas aulas é obrigatória.
Para uma universidade pública precisas de um diploma do ensino secundário ou de uma qualificação equivalente. As universidades privadas podem definir requisitos adicionais, conforme o curso e o nível de estudos.
Na Universidade de Chipre, a maioria dos estudantes é admitida através de exames organizados pelo Ministério da Educação cipriota. Os candidatos internacionais que sabem grego podem ser admitidos com base nos resultados GCE/GCSE, no International Baccalaureate (IB) ou em exames organizados pela universidade. As candidaturas são apresentadas em abril de cada ano.
Nas universidades privadas candidatas-te diretamente – cada uma define os seus próprios critérios e prazos.
A forma como é avaliado um diploma do ensino secundário estrangeiro depende da universidade, por isso pergunta no gabinete de admissões antes de enviares os documentos. Se vens de um país fora da UE, candidata-te cedo: precisas da carta de admissão para tratar da entrada e da autorização de residência, e só o processo da autorização de residência demora vários meses (ver: Residência e formalidades).
Os alunos cipriotas que terminam o secundário fazem exames nacionais (Pancyprian Examinations) – as vagas nas universidades públicas são atribuídas com base nos resultados.
Na Universidade de Chipre, os candidatos internacionais podem fazer exames definidos pela universidade ou apresentar os resultados de exames internacionais. As universidades privadas normalmente não têm um exame central – contam os teus documentos e os requisitos do curso.
Nas universidades públicas, o ensino é sobretudo em grego. Na Universidade de Chipre, as exceções são os estudos ingleses, os estudos franceses e europeus e os estudos turcos – lecionados, respetivamente, em inglês, francês e turco. A Escola de Grego Moderno da UCY tem cursos intensivos e regulares para estrangeiros.
Segundo o Study in Europe, muitas instituições oferecem cursos lecionados inteiramente em inglês – licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Isto aplica-se sobretudo às universidades privadas. Para estes cursos, a universidade pede normalmente o IELTS ou o TOEFL.
Os cidadãos da UE/EEE e da Suíça não precisam de visto. No entanto, no prazo de 3 meses após a chegada tens de te registar no Departamento de Registo Civil e Migração (Civil Registry and Migration Department). Entregas o formulário MEU1A, juntamente com:
Os estudantes de países fora da UE/EEE têm de obter um visto ou uma autorização de entrada antes de chegar e, depois, uma autorização de residência temporária para estudantes. Vais precisar, entre outros documentos, de um certificado de registo criminal, de exames médicos e do comprovativo de pagamento de parte da propina. Na Universidade de Chipre, por exemplo, entregas os documentos no gabinete de apoio a estudantes e pessoal internacional (International Students and Staff Support Office) no prazo de 7–10 dias após a chegada. Entre eles estão um extrato bancário com dinheiro suficiente para o custo de vida e as propinas, um seguro de saúde que cubra internamento, consultas e repatriamento, e os resultados de exames médicos feitos em Chipre (hepatites B e C, VIH, sífilis e radiografia ao tórax para despiste da tuberculose). A autorização é válida por um ano, o processo demora cerca de quatro meses e a taxa do pedido é de 55 € (2026). A autorização é cancelada automaticamente se ficares mais de três meses fora do país.
Os cidadãos da UE não pagam propinas nas licenciaturas das universidades públicas – tal como os cipriotas. A Universidade Aberta de Chipre é uma exceção. Na Universidade de Chipre, a propina é de 3417 € por ano, mas o Estado paga-a pelos estudantes da UE. Os estudantes de fora da UE pagam 6834 € por ano.
Nos mestrados das universidades públicas todos pagam – cipriotas e cidadãos da UE incluídos. Conforme o curso, são 4100–10 250 € por ano.
As universidades privadas fixam as suas próprias propinas – confirma-as no site do curso que escolheres.
Pequenas despesas extra: o cartão de estudante da UCY custa 12 €.
A Universidade de Chipre avisa que viver em Nicósia pode sair caro e que nas primeiras semanas vais gastar mais do que o normal. Pede ao gabinete de apoio a estudantes internacionais da universidade que escolheres uma estimativa do orçamento mensal.
As tuas opções:
No campus da UCY há restaurantes e cafetarias com preços controlados.
Tens várias opções:
O subsídio cipriota para estudantes (student grant, 750–3420 €, conforme o rendimento da família) exige pelo menos 5 anos de residência anterior em Chipre – se vais para Chipre só para estudar, dificilmente o vais receber.
Os cidadãos da UE/EEE podem trabalhar em Chipre sem qualquer autorização, também durante os estudos.
Os estudantes de países fora da UE/EEE podem trabalhar até 20 horas por semana durante o período letivo e até 38 horas por semana nas férias, mas só em determinados setores – como comércio, saúde e apoio social, trabalho doméstico, indústria, agricultura, limpezas e entregas, restauração e hotelaria. O contrato de trabalho tem de ser aprovado pelo serviço distrital do trabalho (District Labour Office). Atenção: estes limites constam do site do Departamento do Trabalho, e as regras para a contratação de estudantes de países terceiros são revistas de tempos a tempos (foi anunciada uma atualização em 2026) – confirma as regras em vigor junto do Departamento do Trabalho ou do gabinete de relações internacionais da tua universidade antes de começares a trabalhar.
A maioria dos trabalhos ocasionais é no turismo, na hotelaria e na restauração – aí, muitas vezes, basta o inglês. Começa pelo gabinete de carreiras da tua universidade.
Fontes: Comissão Europeia – Study in Europe (education.ec.europa.eu/study-in-europe), Eurostat, portais nacionais oficiais e autoridades competentes em matéria de estudos e residência, Eurodesk, enic-naric.net, estudarnaeuropa.eu. Atualizado: setembro de 2026.