Espanha

⇑Informações básicas

País: Espanha
População (milhões): 49,1 (2025)
Área (km2): 506030
Língua oficial: espanhol; cooficiais em algumas regiões: catalão, valenciano, galego, basco, aranês
Moeda: euro (desde 1 de janeiro de 1999)
Indicativo telefónico: +34
Utilizadores de Internet (milhões): 35,9 (2025)
Número de estudantes: 2 444 285 (2024)
Estudantes em % da população 20-24 anos: 39,5 (2024)
Mulheres entre os estudantes (%): 55,0 (2024)
Estudantes - 1.º ciclo: 1 292 155 (2024)
Estudantes - 2.º ciclo: 433 798 (2024)
Estudantes - doutoramento: 99 422 (2024)
Propinas - 1.º ciclo (EUR/ano): em média 11,95–19,29 € por crédito ECTS nas universidades públicas, conforme a região (2024/25); fora da UE: sem residência em Espanha, muitas vezes mais caro, por exemplo 113,71–136,44 € por crédito na UC3M (2026/27)
Propinas - 2.º ciclo (EUR/ano): em média 15,76–30,04 € por crédito ECTS nas universidades públicas, conforme o curso (2024/25); fora da UE: sem residência em Espanha, preços mais altos em muitas universidades (2026/27)

Nas universidades públicas espanholas paga-se por crédito ECTS – em média 11,95–19,29 € em 2024/25, conforme a região – e os cidadãos da UE pagam o mesmo que os espanhóis; muitas universidades cobram mais aos estudantes de fora da UE sem residência em Espanha. Há 91 universidades, 50 delas públicas, e mais de 800 cursos total ou parcialmente em inglês. Descobre como funciona a acreditação UNEDasiss, quanto custa um mês em Madrid e quanto podes trabalhar.

⇑Universidades

Estudantes a descontrair num banco de uma praça em Sevilha

Espanha tem um ensino superior grande e variado. Segundo o SEPIE, a agência governamental que promove o ensino superior espanhol no estrangeiro, existem 91 universidades: 50 públicas e 41 privadas. No total, têm 1111 faculdades e escolas, 594 institutos de investigação e 61 escolas de doutoramento.

Além das universidades, há escolas especializadas de negócios, de engenharia e de artes. As universidades públicas dependem das comunidades autónomas – as regiões espanholas –, e são as regiões que fixam, entre outras coisas, as propinas.

A lista oficial de universidades e cursos está no registo RUCT do ministério e no motor de busca QEDU («Qué estudiar y dónde en la universidad» – o que estudar e onde).

Espanha – universidades

⇑Sistema de estudos

Espanha segue o sistema de Bolonha, mas as licenciaturas são mais longas do que em muitos outros países:

  • Grado (Bachelor – 1.º ciclo, licenciatura) – 240 créditos ECTS, normalmente 4 anos; as exceções são os cursos para os quais as regras da UE exigem 300 ou 360 créditos ECTS (por exemplo, medicina),
  • Máster (Master – 2.º ciclo, mestrado) – 60, 90 ou 120 créditos ECTS, ou seja, um a dois anos,
  • Doctorado (doutoramento, PhD) – depois de concluíres pelo menos 300 créditos ECTS no total nos dois ciclos anteriores.

Alguns mestrados são os chamados másteres habilitantes – dão acesso a uma profissão regulamentada, como professor ou advogado. O ano letivo começa no outono.

Espanha – licenciaturas (1.º ciclo)
Espanha – mestrados integrados
Espanha – mestrados (2.º ciclo)
Espanha – doutoramentos

⇑Candidatura e admissão

Normalmente candidatas-te diretamente à universidade; em algumas regiões, a candidatura faz-se através de um sistema regional comum (preinscripción).

Se o teu diploma do ensino secundário é de um país da UE (ou de um país que tem acordo com Espanha), não precisas de homologação – é tratado como o Bachillerato espanhol. Precisas, isso sim, da acreditação UNEDasiss – um documento que converte as tuas notas para a escala espanhola. No ciclo de 2026, o pedido de acreditação podia ser feito online de 4 de fevereiro a 1 de dezembro.

Se o teu diploma é de outro país, primeiro tens de pedir ao Ministério da Educação a homologação – o reconhecimento oficial do teu diploma como equivalente ao Bachillerato espanhol. Enquanto o pedido está a ser analisado, a UNEDasiss pode dar-te uma acreditação provisória, desde que a tua universidade a aceite. Torna-se definitiva quando entregares a homologação.

Prazo nas universidades públicas: segundo a UNEDasiss, para 2026/27 os candidatos internacionais tinham de se candidatar até 7 de julho de 2026. A maioria das universidades públicas fecha a preinscripción no início de julho, mas algumas têm outros prazos – confirma no site da universidade que escolheres. Se precisas de visto, começa cedo: tens de o pedir pelo menos dois meses antes do início dos estudos (ver: Residência e formalidades).

Para um mestrado candidatas-te diretamente à universidade com o teu diploma de licenciatura. Só precisas de homologar um diploma estrangeiro no ministério se quiseres exercer uma profissão regulamentada em Espanha.

⇑Exames de admissão

Os alunos espanhóis que acabam o secundário fazem o exame PAU. Como candidato com um diploma estrangeiro, não tens de o fazer – a tua média do secundário, convertida pela UNEDasiss, é a base da tua nota de acesso (nota de admisión).

Nos cursos com muita procura, porém, vale a pena subir a nota – até 4 pontos. Podes fazer as PCE (Pruebas de Competencias Específicas) na UNED ou a parte opcional da PAU numa universidade pública espanhola. Contam as tuas duas melhores notas, nas disciplinas com mais peso para o curso que escolheste.

PCE em 2026: inscrições de 16 de março a 28 de abril, exames em Espanha de 25 a 29 de maio. Época de setembro: inscrições de 1 a 22 de julho, exames de 2 a 8 de setembro.

⇑Língua

A principal língua de ensino é o espanhol. Na Catalunha, em Valência, na Galiza e no País Basco, algumas aulas podem também ser dadas na língua regional – confirma na descrição do curso. Podes comprovar o teu espanhol com um certificado como o DELE, que podes fazer nos centros do Instituto Cervantes e noutros centros de exame em todo o mundo.

Segundo o SEPIE, as universidades oferecem mais de 800 cursos lecionados total ou parcialmente em inglês – a maioria ao nível do mestrado. Para estes, a universidade costuma pedir o IELTS ou o TOEFL. Mesmo que estudes em inglês, o espanhol vai ser-te muito útil no dia a dia.

Espanha – universidades com cursos em inglês

⇑Residência e formalidades

Os cidadãos da UE/EEE e da Suíça não precisam de visto – entram com o cartão de cidadão ou o passaporte. Se ficares mais de 3 meses, tens de registar a tua residência. Recebes então um certificado de registo de cidadão da UE (certificado de registro de ciudadano de la Unión) com o teu número NIE – vais precisar dele para arrendar casa, no banco e para trabalhar.

Os estudantes de países fora da UE/EEE que venham por mais de 90 dias precisam de uma autorização de estada de longa duração para estudos superiores (autorización de estancia de larga duración por estudios) e de um visto de estudante. O pedido faz-se no consulado de Espanha no teu país de residência pelo menos dois meses antes do início dos estudos; se já estiveres legalmente em Espanha, pedes no serviço de estrangeiros da província onde vais estudar. Vais precisar, entre outros documentos, de um passaporte válido por pelo menos um ano, da carta de admissão com o comprovativo do pagamento da taxa de matrícula, de um atestado médico, de um certificado de registo criminal (para estadas de mais de seis meses), de seguro de saúde e de comprovativo de meios equivalentes a 100% do IPREM (o indicador público de rendimento de referência em Espanha) por mês – pode ser aceite um valor mais baixo se já tiveres pago o alojamento. Se ficares mais de seis meses, tens de pedir pessoalmente o cartão de identidade de estrangeiro (TIE) no prazo de um mês após a chegada. A autorização é válida durante todo o curso. Atenção: a página do ministério não indica o IPREM em euros e o valor muda com o Orçamento do Estado – confirma o montante atual no consulado antes de fazeres o pedido.

Seguro de saúde: se tens seguro de saúde noutro país da UE, traz o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD). Os estudantes de fora da UE precisam de um seguro de saúde público ou privado com uma cobertura semelhante à do sistema nacional de saúde espanhol – é condição da autorização de estada.

⇑Propinas

Nas universidades públicas pagas por crédito ECTS, e o preço é fixado pela região. Segundo o Ministério da Ciência, em 2024/25 o preço médio por crédito nos cursos de grado ia de 11,95 € na Galiza (e 12,34 € nas Astúrias, 12,50 € nas Canárias, 12,62 € na Andaluzia) a 19,29 € em Navarra (18,55 € em Madrid, 18,15 € na Catalunha). O Study in Europe estima que um ano de licenciatura custa cerca de 700–1700 € e um de mestrado cerca de 1000–3500 €.

Exemplo: na Universidad Complutense de Madrid, um crédito feito pela primeira vez custa 16,92–20,68 € em 2026/27. No início pagas ainda 27,54 € pela abertura do processo de estudante e uma taxa administrativa de 6,11 €. Repetir uma disciplina fica muito mais caro – 40,02–48,03 € por crédito logo à segunda vez.

No mestrado, o preço médio em 2024/25 era de 15,76 € por crédito nos másteres habilitantes e de 30,04 € nos outros mestrados. Os cidadãos da UE pagam o mesmo que os estudantes espanhóis.

Os estudantes de fora da UE que não são residentes em Espanha pagam mais em muitas universidades – e a autorização de estada para estudos não conta como residência. Na Complutense, por exemplo, pagam o preço de uma quarta matrícula no grado e de uma terceira matrícula no máster. Na Universidad Carlos III de Madrid (UC3M), um crédito de licenciatura custa-lhes 113,71–136,44 € em 2026/27. Algumas universidades cobram o preço normal aos estudantes de países com os quais têm acordos – confirma junto da tua universidade.

As universidades privadas são muito mais caras – até 20 000 € por ano.

⇑Alojamento e custo de vida

O custo de vida depende muito da cidade. Segundo o Study in Europe, em Madrid e Barcelona um estudante gasta cerca de 1000–1200 € por mês, e nas cidades mais pequenas cerca de 700–900 €.

As principais opções são:

  • uma residência de estudantes (residencia universitaria) ou um colegio mayor – uma residência com refeições e um programa próprio de atividades,
  • um quarto num apartamento partilhado (piso compartido) – a opção mais popular,
  • arrendar casa por conta própria.

As vagas nas residências esgotam depressa, por isso pergunta por elas nos serviços da universidade logo que fores admitido.

⇑Bolsas de estudo

Como estudante internacional, podes procurar apoio em várias fontes:

  • Erasmus+ – um semestre ou um ano em Espanha, no âmbito de um intercâmbio com a tua universidade,
  • bolsas nacionais e regionais – atribuídas pelo ministério e pelas comunidades autónomas; confirma as condições (por exemplo, rendimentos, notas, residência) em cada concurso,
  • bolsas das universidades – de mérito ou de apoio social; cada universidade tem as suas regras,
  • Erasmus Mundus – mestrados conjuntos organizados por várias universidades europeias, com bolsa para todo o programa.

Começa pelo gabinete de relações internacionais da universidade que escolheres e pelo site do SEPIE.

⇑Trabalhar durante os estudos

Os cidadãos da UE/EEE têm os mesmos direitos no mercado de trabalho que os cidadãos espanhóis – podes trabalhar durante os estudos sem qualquer autorização. Para um contrato precisas do número NIE e de um número da segurança social.

Os estudantes de países fora da UE/EEE com autorização de estada para estudos superiores podem trabalhar até 30 horas por semana, por conta de outrem ou por conta própria, sem autorização de trabalho à parte – o direito vem automaticamente com a autorização de estada. O trabalho tem de ser compatível com os estudos e fica limitado à comunidade autónoma onde estudas (e às localidades próximas de uma região vizinha). Se ultrapassares as 30 horas, podes perder a autorização.

É mais fácil encontrar trabalho na hotelaria, na restauração e no turismo, sobretudo na época alta. Para trabalhos ocasionais, o espanhol é praticamente indispensável. Vê também o gabinete de carreiras da tua universidade.

Espanha – trabalho
Como encontrar trabalho no estrangeiro?

⇑Links úteis


Fontes: Comissão Europeia – Study in Europe (education.ec.europa.eu/study-in-europe), Eurostat, portais nacionais oficiais e autoridades competentes em matéria de estudos e residência, Eurodesk, enic-naric.net, estudarnaeuropa.eu. Atualizado: setembro de 2026.

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