Os cidadãos da UE/EEE podem estudar sem propinas nos lugares financiados pelo Estado dos cursos em húngaro; os cursos em inglês têm propinas fixadas por cada universidade, e os estudantes de países parceiros fora da UE podem ter as propinas pagas pela Stipendium Hungaricum. As 65 instituições húngaras oferecem mais de 1000 cursos em várias línguas. Vê como te candidatar, quanto custa um mês (cerca de 500–600 €) e quantas horas podes trabalhar.

A Hungria tem 65 instituições de ensino superior, segundo o portal oficial Study in Hungary, gerido pela Fundação Pública Tempus. No total, oferecem mais de 1000 cursos em várias línguas. Há três tipos:
O sistema húngaro é invulgar: segundo a Eurydice, o Estado gere hoje apenas 5 universidades e 1 escola superior. A maioria das instituições – incluindo 16 universidades e 5 universidades de ciências aplicadas – é gerida por fundações, e outras por igrejas.
Podes procurar cursos no Study Finder, no site studyinhungary.hu.
O ensino superior húngaro tem três ciclos:
Existem também cursos de ciclo único (osztatlan képzés), semelhantes a um mestrado integrado, com 10–12 semestres e cerca de 300–360 créditos ECTS – é assim que se estuda, entre outros, medicina, medicina dentária, medicina veterinária e direito.
O ano letivo tem dois semestres – de outono e de primavera –, cada um com 14–15 semanas de aulas e 6–8 semanas de época de exames.
Hungria – licenciaturas (1.º ciclo)
Hungria – mestrados integrados
Hungria – mestrados (2.º ciclo)
Hungria – doutoramentos
Há dois caminhos, consoante a língua dos estudos:
Nos cursos pagos, depois da admissão tens normalmente de pagar a totalidade ou parte das propinas antes da matrícula.
Se vens de um país fora da UE/EEE, não esperes pelo último prazo: vais precisar da carta de admissão para pedir a autorização de residência (ver: Residência e formalidades).
Cada universidade define as suas regras de admissão. Nos cursos em húngaro, contam os resultados do teu diploma do ensino secundário e os eventuais exames exigidos pelo curso. As universidades de artes avaliam a tua aptidão.
Os cursos lecionados em inglês têm muitas vezes um exame de admissão. Por exemplo, para medicina na Universidade Semmelweis fazes um teste online de biologia, química, inglês e inglês biomédico (20 perguntas cada), seguido de uma entrevista de motivação. Os exames realizam-se uma ou duas vezes por semana, do início de março ao fim de junho.
A principal língua de ensino é o húngaro – e é o maior obstáculo. Para te candidatares pelo felvi.hu, incluindo aos lugares financiados pelo Estado, precisas de um nível avançado de húngaro, e os lugares financiados pelo Estado só existem nos cursos lecionados em húngaro.
Por isso, a maioria dos estudantes internacionais escolhe cursos numa língua estrangeira – há mais de 700, sobretudo em inglês. Para estes, normalmente precisas do IELTS ou do TOEFL, ou então a universidade avalia o teu inglês num exame próprio, como faz a Semmelweis em medicina.
Podes procurar cursos por língua no Study Finder.
Os cidadãos da UE/EEE e da Suíça não precisam de visto – entram com o documento de identificação ou o passaporte válido. Se ficares mais de 90 dias, tens de te registar:
Os estudantes de países fora da UE/EEE precisam de uma autorização de residência para fins de estudo. Fazes o pedido na embaixada ou no consulado da Hungria no teu país de origem ou de residência, antes de viajares. Se puderes entrar na Hungria sem visto, também podes fazer o pedido já na Hungria – online, através da plataforma Enter Hungary, ou pessoalmente num serviço regional da Direção-Geral. A autorização é emitida por pelo menos um ano (ou pela duração do curso, se for mais curto) e no máximo por três anos, e pode ser prolongada. Tens de provar que tens dinheiro suficiente para viver durante a estadia e para o regresso, e que tens seguro de saúde. A taxa é de 110 € no consulado ou de 24 000 HUF através do Enter Hungary.
Seguro de saúde: se tens seguro de saúde noutro país da UE, o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) cobre-te na Hungria, com os mesmos direitos que os húngaros. Para os estudantes de fora da UE/EEE, o seguro de saúde é condição da autorização de residência.
Os cidadãos da UE podem obter um lugar financiado pelo Estado (magyar állami ösztöndíj) – e, nesse caso, não pagam propinas. Estes lugares só existem nos cursos lecionados em húngaro e são atribuídos através do felvi.hu.
Nos cursos pagos, incluindo todos os cursos em inglês, é a universidade que fixa a propina – e os valores variam muito entre universidades e cursos. Por exemplo, medicina em inglês na Universidade Semmelweis custa 9340 € por semestre, mais taxas únicas. Confirma o valor do teu curso no site da universidade.
Se vens de um país fora da UE/EEE, normalmente vais estudar num lugar pago – a não ser que consigas uma bolsa Stipendium Hungaricum, que cobre as propinas dos nacionais dos países parceiros da Hungria (ver: Bolsas de estudo).
Segundo o portal Study in Europe, precisas de cerca de 500–600 € por mês para alojamento, alimentação e outras despesas. Alguns preços mensais típicos, segundo o studyinhungary.hu:
A renda em Budapeste é, portanto, a maior despesa. Podes calcular o teu orçamento com a calculadora do studyinhungary.hu. Pergunta à tua universidade por um lugar numa residência de estudantes logo depois da admissão.
A Stipendium Hungaricum – a bolsa húngara mais conhecida – assenta em acordos com mais de 90 parceiros. Se vens de um dos países parceiros, cobre as tuas propinas. Nenhum país da UE está na lista, por isso os cidadãos da UE não podem beneficiar dela.
Outras opções:
Encontras uma visão geral dos programas no studyinhungary.hu.
Os cidadãos da UE/EEE podem trabalhar na Hungria sem limite de horas – só precisas do certificado de registo.
Os estudantes de países fora da UE/EEE com autorização de residência para fins de estudo podem trabalhar até 30 horas por semana durante o semestre. Fora do período de aulas, podes trabalhar a tempo inteiro até 90 dias por ano.
Para trabalhos ocasionais, saber húngaro ajuda muito. Começa pelo gabinete de carreiras da tua universidade.
Fontes: Comissão Europeia – Study in Europe (education.ec.europa.eu/study-in-europe), Eurostat, portais nacionais oficiais e autoridades competentes em matéria de estudos e residência, Eurodesk, enic-naric.net, estudarnaeuropa.eu. Atualizado: setembro de 2026.