Hungria

⇑Informações básicas

País: Hungria
População (milhões): 9,5 (2025)
Área (km2): 93030
Língua oficial: húngaro
Moeda: florim húngaro (HUF)
Indicativo telefónico: +36
Utilizadores de Internet (milhões): 6,7 (2025)
Número de estudantes: 310 414 (2024)
Estudantes em % da população 20-24 anos: 30,6 (2024)
Mulheres entre os estudantes (%): 54,7 (2024)
Estudantes - 1.º ciclo: 202 962 (2024)
Estudantes - 2.º ciclo: 85 677 (2024)
Estudantes - doutoramento: 10 730 (2024)
Propinas - 1.º ciclo (EUR/ano): gratuito nos lugares financiados pelo Estado (cursos em húngaro; cidadãos da UE/EEE); nos restantes, fixado pela universidade; fora da UE: lugares pagos ou Stipendium Hungaricum (2026)
Propinas - 2.º ciclo (EUR/ano): gratuito nos lugares financiados pelo Estado (cursos em húngaro; cidadãos da UE/EEE); nos restantes, fixado pela universidade; fora da UE: lugares pagos ou Stipendium Hungaricum (2026)

Os cidadãos da UE/EEE podem estudar sem propinas nos lugares financiados pelo Estado dos cursos em húngaro; os cursos em inglês têm propinas fixadas por cada universidade, e os estudantes de países parceiros fora da UE podem ter as propinas pagas pela Stipendium Hungaricum. As 65 instituições húngaras oferecem mais de 1000 cursos em várias línguas. Vê como te candidatar, quanto custa um mês (cerca de 500–600 €) e quantas horas podes trabalhar.

⇑Universidades

Jovem de mochila em frente ao edifício do Parlamento húngaro, em Budapeste

A Hungria tem 65 instituições de ensino superior, segundo o portal oficial Study in Hungary, gerido pela Fundação Pública Tempus. No total, oferecem mais de 1000 cursos em várias línguas. Há três tipos:

  • universidades (egyetem),
  • universidades de ciências aplicadas (alkalmazott tudományok egyeteme),
  • escolas superiores (főiskola).

O sistema húngaro é invulgar: segundo a Eurydice, o Estado gere hoje apenas 5 universidades e 1 escola superior. A maioria das instituições – incluindo 16 universidades e 5 universidades de ciências aplicadas – é gerida por fundações, e outras por igrejas.

Podes procurar cursos no Study Finder, no site studyinhungary.hu.

Hungria – universidades

⇑Sistema de estudos

O ensino superior húngaro tem três ciclos:

  • Bachelor (1.º ciclo, licenciatura; alapképzés) – 6–8 semestres, cerca de 180–240 créditos ECTS,
  • Master (2.º ciclo, mestrado; mesterképzés) – 2–4 semestres, cerca de 60–120 créditos ECTS,
  • Doutoramento (PhD) – 4 anos (8 semestres), 240 créditos; pode ser prolongado por um ano.

Existem também cursos de ciclo único (osztatlan képzés), semelhantes a um mestrado integrado, com 10–12 semestres e cerca de 300–360 créditos ECTS – é assim que se estuda, entre outros, medicina, medicina dentária, medicina veterinária e direito.

O ano letivo tem dois semestres – de outono e de primavera –, cada um com 14–15 semanas de aulas e 6–8 semanas de época de exames.

Hungria – licenciaturas (1.º ciclo)
Hungria – mestrados integrados
Hungria – mestrados (2.º ciclo)
Hungria – doutoramentos

⇑Candidatura e admissão

Há dois caminhos, consoante a língua dos estudos:

  • cursos lecionados em húngaro (lugares financiados pelo Estado ou pagos) – candidatas-te através do sistema central felvi.hu. Os cidadãos da UE podem candidatar-se a um lugar financiado pelo Estado. O prazo termina todos os anos em meados de fevereiro,
  • cursos pagos numa língua estrangeira (por exemplo, em inglês) – candidatas-te diretamente à universidade. Cada universidade define os seus prazos: muitas vezes a primeira fase fecha em novembro (para começar em fevereiro) e a segunda em fevereiro (para começar em setembro). As candidaturas a medicina na Universidade Semmelweis são aceites até 31 de maio de 2027 e na Academia de Música Liszt até 31 de março. As decisões de admissão chegam normalmente no fim de julho.

Nos cursos pagos, depois da admissão tens normalmente de pagar a totalidade ou parte das propinas antes da matrícula.

Se vens de um país fora da UE/EEE, não esperes pelo último prazo: vais precisar da carta de admissão para pedir a autorização de residência (ver: Residência e formalidades).

⇑Exames de admissão

Cada universidade define as suas regras de admissão. Nos cursos em húngaro, contam os resultados do teu diploma do ensino secundário e os eventuais exames exigidos pelo curso. As universidades de artes avaliam a tua aptidão.

Os cursos lecionados em inglês têm muitas vezes um exame de admissão. Por exemplo, para medicina na Universidade Semmelweis fazes um teste online de biologia, química, inglês e inglês biomédico (20 perguntas cada), seguido de uma entrevista de motivação. Os exames realizam-se uma ou duas vezes por semana, do início de março ao fim de junho.

⇑Língua

A principal língua de ensino é o húngaro – e é o maior obstáculo. Para te candidatares pelo felvi.hu, incluindo aos lugares financiados pelo Estado, precisas de um nível avançado de húngaro, e os lugares financiados pelo Estado só existem nos cursos lecionados em húngaro.

Por isso, a maioria dos estudantes internacionais escolhe cursos numa língua estrangeira – há mais de 700, sobretudo em inglês. Para estes, normalmente precisas do IELTS ou do TOEFL, ou então a universidade avalia o teu inglês num exame próprio, como faz a Semmelweis em medicina.

Podes procurar cursos por língua no Study Finder.

⇑Residência e formalidades

Os cidadãos da UE/EEE e da Suíça não precisam de visto – entram com o documento de identificação ou o passaporte válido. Se ficares mais de 90 dias, tens de te registar:

  • no prazo de 93 dias após a entrada, apresentas-te num serviço regional da Direção-Geral Nacional da Polícia de Estrangeiros (Országos Idegenrendészeti Főigazgatóság),
  • recebes um certificado de registo – não tem prazo de validade e vale em conjunto com o documento de identificação ou o passaporte. Também vais precisar dele para trabalhar.

Os estudantes de países fora da UE/EEE precisam de uma autorização de residência para fins de estudo. Fazes o pedido na embaixada ou no consulado da Hungria no teu país de origem ou de residência, antes de viajares. Se puderes entrar na Hungria sem visto, também podes fazer o pedido já na Hungria – online, através da plataforma Enter Hungary, ou pessoalmente num serviço regional da Direção-Geral. A autorização é emitida por pelo menos um ano (ou pela duração do curso, se for mais curto) e no máximo por três anos, e pode ser prolongada. Tens de provar que tens dinheiro suficiente para viver durante a estadia e para o regresso, e que tens seguro de saúde. A taxa é de 110 € no consulado ou de 24 000 HUF através do Enter Hungary.

Seguro de saúde: se tens seguro de saúde noutro país da UE, o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) cobre-te na Hungria, com os mesmos direitos que os húngaros. Para os estudantes de fora da UE/EEE, o seguro de saúde é condição da autorização de residência.

⇑Propinas

Os cidadãos da UE podem obter um lugar financiado pelo Estado (magyar állami ösztöndíj) – e, nesse caso, não pagam propinas. Estes lugares só existem nos cursos lecionados em húngaro e são atribuídos através do felvi.hu.

Nos cursos pagos, incluindo todos os cursos em inglês, é a universidade que fixa a propina – e os valores variam muito entre universidades e cursos. Por exemplo, medicina em inglês na Universidade Semmelweis custa 9340 € por semestre, mais taxas únicas. Confirma o valor do teu curso no site da universidade.

Se vens de um país fora da UE/EEE, normalmente vais estudar num lugar pago – a não ser que consigas uma bolsa Stipendium Hungaricum, que cobre as propinas dos nacionais dos países parceiros da Hungria (ver: Bolsas de estudo).

⇑Alojamento e custo de vida

Segundo o portal Study in Europe, precisas de cerca de 500–600 € por mês para alojamento, alimentação e outras despesas. Alguns preços mensais típicos, segundo o studyinhungary.hu:

  • residência de estudantes – 40 000 HUF em Győr, 36 000 HUF em Budapeste, 32 000 HUF em Pécs, 22 000 HUF em Miskolc, 18 000 HUF em Debrecen, 13 000 HUF em Szeged,
  • quarto num apartamento partilhado – 140 000 HUF em Budapeste, 95 000 HUF em Győr, 80 000 HUF em Debrecen, Miskolc, Pécs e Szeged.

A renda em Budapeste é, portanto, a maior despesa. Podes calcular o teu orçamento com a calculadora do studyinhungary.hu. Pergunta à tua universidade por um lugar numa residência de estudantes logo depois da admissão.

⇑Bolsas de estudo

A Stipendium Hungaricum – a bolsa húngara mais conhecida – assenta em acordos com mais de 90 parceiros. Se vens de um dos países parceiros, cobre as tuas propinas. Nenhum país da UE está na lista, por isso os cidadãos da UE não podem beneficiar dela.

Outras opções:

  • um lugar financiado pelo Estado num curso em húngaro (para cidadãos da UE) – ou seja, estudar sem propinas (ver: Propinas),
  • Erasmus+ – um semestre ou um ano na Hungria, no âmbito de um intercâmbio com a tua universidade,
  • CEEPUS – intercâmbios na Europa Central e do Sudeste,
  • bolsas de acordos bilaterais (Bilateral State Scholarships) e bolsas EEA Grants – pormenores e condições no studyinhungary.hu.

Encontras uma visão geral dos programas no studyinhungary.hu.

⇑Trabalhar durante os estudos

Os cidadãos da UE/EEE podem trabalhar na Hungria sem limite de horas – só precisas do certificado de registo.

Os estudantes de países fora da UE/EEE com autorização de residência para fins de estudo podem trabalhar até 30 horas por semana durante o semestre. Fora do período de aulas, podes trabalhar a tempo inteiro até 90 dias por ano.

Para trabalhos ocasionais, saber húngaro ajuda muito. Começa pelo gabinete de carreiras da tua universidade.

Hungria – trabalho
Como encontrar trabalho no estrangeiro?

⇑Links úteis


Fontes: Comissão Europeia – Study in Europe (education.ec.europa.eu/study-in-europe), Eurostat, portais nacionais oficiais e autoridades competentes em matéria de estudos e residência, Eurodesk, enic-naric.net, estudarnaeuropa.eu. Atualizado: setembro de 2026.

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