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Língua de estudo na Europa

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Alemanha

A maioria dos cursos é lecionada em alemão. As universidades exigem normalmente um nível equivalente ao exame DSH-2. A Universidade de Bona, por exemplo, aceita como equivalentes:

  • o TestDaF com TDN 4 nas quatro partes,
  • o Goethe-Zertifikat C2 e o telc Deutsch C1 Hochschule,
  • o Diploma de Língua Alemã (DSD II) e o ÖSD C2 austríaco.

O DSH faz-se numa universidade na Alemanha, enquanto o TestDaF está disponível em mais de 500 centros de exame em 100 países, também em versão digital. Se o teu curso for lecionado inteiramente em inglês, normalmente não precisas de comprovar o teu alemão.

No semestre de inverno de 2025/26 havia 2383 cursos lecionados em inglês (10,6% de todos os cursos), mas a maioria ao nível do mestrado: 1944, contra 439 licenciaturas. Para estes, normalmente precisas do IELTS ou do TOEFL. Podes pesquisá-los na base de dados DAAD International Programmes.

Alemanha – universidades com cursos em inglês

Áustria

A maioria dos cursos é lecionada em alemão. As universidades exigem normalmente o nível B2, algumas o C1. Podes comprovar o teu alemão com um certificado escolar que mostre pelo menos quatro anos de alemão ou com um certificado de língua – por exemplo o austríaco ÖSD, que podes fazer em mais de 200 centros de exame em todo o mundo.

Se uma universidade te admitir com a condição de melhorares o teu alemão, podes frequentar um curso preparatório na Áustria (Vorstudienlehrgang) – para começar, precisas pelo menos do nível A2.

Há cada vez mais cursos lecionados em inglês, sobretudo ao nível do mestrado. Para estes, normalmente precisas do IELTS ou do TOEFL. A lista completa está no motor de busca studienwahl.at – mais de 2500 cursos em mais de 77 instituições.

Áustria – universidades com cursos em inglês

Bélgica

A língua dos estudos depende da comunidade: na Flandres estudas em neerlandês, na Valónia e nas instituições de língua francesa de Bruxelas em francês. Há licenciaturas lecionadas em inglês, mas há muitas mais ao nível do mestrado e do doutoramento.

Flandres: os cursos em neerlandês exigem normalmente o nível B2, alguns o C1. Os cursos em inglês pedem normalmente o B2 – por exemplo IELTS 6,0 ou mais, ou TOEFL iBT 72–94, conforme a instituição.

Comunidade Francesa: o comprovativo formal de francês de nível B2 (por exemplo DELF B2, DALF, TCF ou TEF) é exigido sobretudo nos cursos de formação de professores. Nos outros cursos, tens na mesma de acompanhar as aulas em francês sem dificuldade.

Bulgária

A maioria dos cursos é lecionada em búlgaro – que se escreve em alfabeto cirílico. Se quiseres estudar em búlgaro, podes começar por um curso preparatório: na Universidade de Medicina de Varna dura 9 meses e custa 5000 € (2026/27). A universidade tem também um curso preparatório de inglês de 9 meses, pelo mesmo preço.

Os cursos em inglês são sobretudo na área da saúde. Podes comprovar os teus conhecimentos de língua com um certificado como o IELTS ou o TOEFL – a instituição diz-te qual é o nível exigido. Em Sófia, os candidatos a medicina em inglês fazem de qualquer forma um exame de inglês.

Chipre

Nas universidades públicas, o ensino é sobretudo em grego. Na Universidade de Chipre, as exceções são os estudos ingleses, os estudos franceses e europeus e os estudos turcos – lecionados, respetivamente, em inglês, francês e turco. A Escola de Grego Moderno da UCY tem cursos intensivos e regulares para estrangeiros.

Segundo o Study in Europe, muitas instituições oferecem cursos lecionados inteiramente em inglês – licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Isto aplica-se sobretudo às universidades privadas. Para estes cursos, a universidade pede normalmente o IELTS ou o TOEFL.

Croácia

A maioria dos cursos é lecionada em croata. Em algumas faculdades, os candidatos estrangeiros – incluindo os de alguns países da UE – têm de fazer um exame de croata de nível B2 no Centro Nacional de Avaliação Externa da Educação (NCVVO). É o caso, por exemplo, de arquitetura e design em Zagrebe.

Há cerca de 100 cursos lecionados em inglês – a lista está no studyincroatia.hr. Para estes, as instituições pedem normalmente um certificado de língua, como o IELTS ou o TOEFL.

Os cursos de croata para estrangeiros estão descritos na página Learning Croatian.

Dinamarca

Todos os cursos exigem um bom nível de inglês. O padrão é o nível dinamarquês «English B»:

  • IELTS – pelo menos 6,5,
  • TOEFL – 79–93 pontos na versão online (iBT),
  • ou o certificado Cambridge CAE.

Alguns cursos exigem o nível mais alto, «English A»: IELTS pelo menos 7,0, TOEFL iBT 94–101 pontos ou Cambridge CPE.

Nos cursos lecionados em dinamarquês, normalmente tens de passar no exame de dinamarquês como segunda língua (Studieprøven i dansk som andetsprog). Os estudantes internacionais podem aprender dinamarquês gratuitamente – por isso, podes começar com uma licenciatura em inglês e passar mais tarde para um mestrado em dinamarquês.

Eslováquia

Os cursos são normalmente lecionados em eslovaco. As universidades oferecem também cursos noutras línguas – sobretudo em inglês, às vezes em húngaro, francês, alemão ou russo. A SAIA publica uma lista dos cursos lecionados em línguas estrangeiras na brochura «Study in Slovakia: Study Programmes Offered in Foreign Languages».

Se falas outra língua eslava, o eslovaco vai ser-te mais fácil, mas a faculdade pode pedir-te que comproves o teu eslovaco – confirma antes de te candidatares. Para os cursos em inglês, normalmente precisas do IELTS ou do TOEFL; é a universidade que define a pontuação exigida.

Eslovénia

A maioria dos cursos é lecionada em esloveno. Podes começar a aprender a língua antes de chegares: há cursos online gratuitos no portal slonline.si e na Universidade de Maribor (para os seus estudantes), e a Universidade de Primorska organiza cursos gratuitos do nível A1 ao B1.

O Centro de Esloveno como Língua Segunda e Estrangeira da Universidade de Liubliana organiza cursos e emite certificados estatais de esloveno. Os estudantes internacionais podem também inscrever-se no programa Leto plus (Year Plus), em que um curso de esloveno é obrigatório.

Há uma boa oferta de cursos em inglês, sobretudo ao nível do mestrado e do doutoramento – vê a lista no studyinslovenia.si. É a universidade que te diz que certificado exige, por exemplo o IELTS ou o TOEFL.

Espanha

A principal língua de ensino é o espanhol. Na Catalunha, em Valência, na Galiza e no País Basco, algumas aulas podem também ser dadas na língua regional – confirma na descrição do curso. Podes comprovar o teu espanhol com um certificado como o DELE, que podes fazer nos centros do Instituto Cervantes e noutros centros de exame em todo o mundo.

Segundo o SEPIE, as universidades oferecem mais de 800 cursos lecionados total ou parcialmente em inglês – a maioria ao nível do mestrado. Para estes, a universidade costuma pedir o IELTS ou o TOEFL. Mesmo que estudes em inglês, o espanhol vai ser-te muito útil no dia a dia.

Espanha – universidades com cursos em inglês

Estónia

Para os cursos lecionados em estónio precisas de estónio ao nível definido pela universidade. Vale a pena pensar nisso, porque os cursos a tempo inteiro lecionados em estónio são gratuitos nas universidades públicas (ver: Propinas).

Mesmo assim, a maioria dos estudantes internacionais escolhe um dos mais de 150 cursos lecionados em inglês. As universidades estónias aceitam os certificados mais conhecidos, entre eles o IELTS e o TOEFL. Atenção aos pormenores: a Universidade de Tartu, por exemplo, não aceita o TOEFL ITP. A pontuação mínima está na descrição do curso. Podes ver todos os cursos no motor de busca do Study in Estonia.

Finlândia

As instituições finlandesas têm uma grande oferta de cursos em inglês – mais de 600. Para estes tens de comprovar o teu inglês, normalmente com o IELTS ou o TOEFL. Cada instituição indica na descrição do curso a pontuação exigida e os documentos que aceita.

Para os cursos lecionados em finlandês ou sueco (as duas são línguas oficiais na Finlândia) precisas de comprovar que sabes uma destas línguas – também segundo as regras da instituição.

Mesmo que estudes em inglês, umas noções básicas de finlandês são muito úteis – no dia a dia e quando procurares trabalho.

França

A principal língua de ensino é o francês. A Campus France recomenda o nível B1 ou B2 para a licence e o master, e o Parcoursup indica que normalmente é preciso o B2 – o requisito exato depende do curso. Quando te candidatas pelo Parcoursup, só juntas um certificado se o curso o pedir.

Normalmente comprovas o teu francês com um diploma DELF ou DALF ou com o teste TCF.

O número de cursos lecionados em inglês está a crescer – a Campus France conta cerca de 1600. Encontra-los no catálogo Taught in English. Para estes cursos, as instituições costumam pedir o IELTS ou o TOEFL.

Grécia

As licenciaturas nas universidades públicas são lecionadas em grego. Para um curso em grego precisas de um certificado de nível B2 ou superior, emitido por:

  • Centro da Língua Grega (Centre for the Greek Language),
  • centro de ensino de grego moderno da Universidade Nacional e Kapodistriana de Atenas,
  • Escola de Língua Grega Moderna da Universidade Aristóteles de Salónica.

Os exames realizam-se duas vezes por ano. As próprias universidades também dão cursos de grego.

Segundo o Study in Europe, as universidades gregas oferecem mais de 200 cursos em inglês – licenciaturas, mestrados e programas conjuntos com universidades estrangeiras. Estes cursos são pagos. Para eles, a universidade costuma pedir o IELTS ou o TOEFL.

Hungria

A principal língua de ensino é o húngaro – e é o maior obstáculo. Para te candidatares pelo felvi.hu, incluindo aos lugares financiados pelo Estado, precisas de um nível avançado de húngaro, e os lugares financiados pelo Estado só existem nos cursos lecionados em húngaro.

Por isso, a maioria dos estudantes internacionais escolhe cursos numa língua estrangeira – há mais de 700, sobretudo em inglês. Para estes, normalmente precisas do IELTS ou do TOEFL, ou então a universidade avalia o teu inglês num exame próprio, como faz a Semmelweis em medicina.

Podes procurar cursos por língua no Study Finder.

Irlanda

As línguas oficiais da Irlanda são o irlandês e o inglês, mas quase todos os cursos são lecionados em inglês. Todos os candidatos têm de comprovar o seu inglês.

Os candidatos da UE fazem-no normalmente com o resultado de inglês no exame final do secundário – o nível mínimo está nas orientações do CAO para diplomas da UE. Se o teu exame tiver mais de dois anos ou a instituição exigir mais, podes comprovar o teu inglês com um certificado como o IELTS ou o TOEFL.

Para os mestrados e para os candidatos de fora da UE/EEE, as instituições definem os seus próprios requisitos – vais encontrá-los na página do curso.

Islândia

O ensino é sobretudo em islandês, mas o número de cursos lecionados em inglês está a aumentar – sobretudo ao nível do mestrado.

Se o inglês não for a tua língua materna, a universidade pode pedir-te um resultado do TOEFL, do IELTS ou do PTE. O nível exigido está na descrição do curso.

Se quiseres estudar em islandês ou ficar na Islândia mais tempo, começa por aprender a língua. A Universidade da Islândia oferece uma licenciatura e um diploma prático em islandês como segunda língua, e todos os anos o Governo islandês financia bolsas para estrangeiros aprenderem islandês (ver: Bolsas de estudo).

Itália

A maioria dos cursos é lecionada em italiano. As universidades pedem normalmente comprovativo do teu italiano, e o nível exigido está no edital (bando). Podes comprovar o teu italiano com um certificado como o CILS, o CELI ou o PLIDA – os cursos e exames são oferecidos, entre outros, pelos Institutos Italianos de Cultura (Istituti Italiani di Cultura) em todo o mundo.

Há cada vez mais cursos lecionados inteiramente em inglês, sobretudo ao nível do mestrado. Para estes, a universidade pede normalmente o IELTS ou o TOEFL. Podes procurar cursos em inglês na base de dados do Universitaly. Se precisares de visto, lembra-te de que, para 2026/27, os consulados exigem pelo menos o nível B2 na língua de ensino.

Letónia

A maioria dos cursos é lecionada em letão. Podes escolher entre mais de 200 cursos em inglês – consulta-os no motor de busca Study in Latvia.

Para os cursos em inglês, tens de comprovar os teus conhecimentos de inglês – a Universidade da Letónia, por exemplo, exige pelo menos o nível B2. Basta um certificado como o IELTS ou o TOEFL, a não ser que tenhas estudado num país de língua inglesa. A pontuação mínima vem na descrição do curso.

Listenstaine

A língua oficial é o alemão, e a maior parte do ensino nas licenciaturas é em alemão. Se o alemão não for a tua língua materna, precisas do nível C1 para uma licenciatura. A universidade aceita, entre outros, certificados do Goethe-Institut, TestDaF, DSH, telc e ÖSD.

Para gestão de empresas (BSc Business Administration) precisas também de inglês ao nível do ensino secundário – três especializações deste curso são lecionadas quase inteiramente em inglês. O mestrado em Information Systems, por exemplo, também é lecionado em inglês; podes confirmar a língua dos outros mestrados nas respetivas páginas. Se a universidade te pedir um certificado de inglês, vê o IELTS ou o TOEFL.

Lituânia

Para os cursos lecionados em lituano, tens de comprovar o nível B2 ou C1 de lituano – com um certificado ou passando no exame estatal. A Universidade de Vílnius oferece cursos de lituano de um semestre ou de um ano inteiro.

Há mais de 500 cursos em inglês – podes encontrá-los no motor de busca Study in Lithuania. Carregas o resultado do teste, por exemplo do IELTS ou do TOEFL, na LAMA BPO ou no sistema da universidade. O nível exigido vem na descrição do curso.

Luxemburgo

O Luxemburgo tem três línguas: o luxemburguês (a língua nacional), o francês e o alemão (também usados na administração pública). Na Uni.lu, os cursos são bilingues, trilingues ou lecionados inteiramente em inglês, e tens de comprovar o teu nível em cada língua de ensino, segundo a escala do Quadro Europeu Comum de Referência (QECR).

Um exemplo: o Bachelor en Cultures Européennes – English Studies exigia inglês de nível C1, uma segunda língua (francês ou alemão) de nível B2 e uma terceira de nível A2. Nos mestrados predomina o inglês – ajuda ter um certificado, por exemplo o IELTS ou o TOEFL e, para o francês, o DELF ou o DALF.

Não precisas de luxemburguês para os estudos, mas facilita o dia a dia e a procura de emprego.

Macedónia do Norte

As línguas oficiais são o macedónio (escrito em alfabeto cirílico) e o albanês. Na UKIM, o ensino é sobretudo em macedónio.

Se não falas macedónio, a UKIM tem um programa anual «Macedonian Language for Foreigners» (língua macedónia para estrangeiros, 60 ECTS) na Faculdade de Filologia Blaže Koneski. As aulas são intensivas e, no fim, recebes um certificado de aprovação no exame. Há também um programa anual semelhante de inglês.

A UKIM tem ensino em inglês, entre outros, nos cursos de:

  • engenharia de software e sistemas de informação,
  • ciência política,
  • design e engenharia de vestuário e engenharia metalúrgica digital,
  • medicina, medicina dentária e medicina veterinária.

Para o doutoramento, a UKIM exige um certificado de inglês de nível B2.

Malta

Malta tem duas línguas oficiais – o maltês e o inglês. A maioria dos cursos é lecionada inteiramente em inglês, por isso não precisas de maltês para os estudos.

A Universidade de Malta exige normalmente:

  • para as licenciaturas – IELTS Academic com pelo menos 6,0 (6,0 na escrita e 5,5 nas outras partes) ou Cambridge Advanced com pelo menos a nota C,
  • para mestrados e doutoramentos – IELTS com pelo menos 6,5 (6,0 em cada parte) ou Cambridge Advanced com pelo menos a nota C.

O TOEFL iBT também é aceite – desde janeiro de 2026, na nova escala de pontuação (por exemplo, 4 no total e 4,5 na escrita para as licenciaturas). Alguns candidatos podem estar dispensados do certificado – confirma no site da UM.

Noruega

Nos cursos lecionados em norueguês, tens de saber norueguês. Podes comprová-lo, por exemplo, com:

  • aprovação no Test i norsk – høyere nivå (o chamado «teste de Bergen», Bergenstesten) – resultado «bestått» nas duas partes,
  • o exame Norskprøven com nível B2 ou superior nas quatro competências,
  • cursos de norueguês para estudantes internacionais concluídos numa universidade – pelo menos 60 créditos.

Se a lista GSU exigir aos candidatos do teu país um comprovativo à parte de inglês, para o acesso geral basta, por exemplo, o TOEFL iBT com pelo menos 60 pontos ou o IELTS com resultado global de pelo menos 5,0.

Nos cursos lecionados em inglês, as instituições definem os seus próprios requisitos, normalmente mais exigentes – confirma-os na descrição do curso.

Países Baixos

Os Países Baixos têm um número muito grande de cursos lecionados inteiramente em inglês, sobretudo ao nível do mestrado. Normalmente precisas do IELTS com 6,0 ou mais, ou do TOEFL – a pontuação exata é fixada pela instituição.

Para os cursos lecionados em neerlandês, tens de passar no exame estatal de neerlandês como segunda língua – o Staatsexamen NT2. Os centros de línguas das universidades organizam cursos preparatórios, do nível de iniciação ao avançado; um ciclo completo de aulas intensivas custa 250–2500 €.

Mesmo que estudes em inglês, umas bases de neerlandês facilitam o dia a dia e a procura de um trabalho a tempo parcial.

Polónia

A maioria dos cursos é lecionada em polaco. Se quiseres estudar em polaco, a universidade vai pedir-te que comproves os teus conhecimentos da língua – por exemplo com um certificado estatal de polaco como língua estrangeira (certyfikatpolski.pl) ou com a conclusão de um curso preparatório. O nível exigido está nas regras de admissão.

O número de cursos lecionados em inglês está a crescer – podes encontrá-los no Study Finder da NAWA. Para estes cursos, as universidades pedem normalmente um comprovativo de inglês, por exemplo IELTS ou TOEFL; o nível exigido está nas regras de admissão.

Lembra-te de que os cursos lecionados numa língua estrangeira são normalmente pagos, também nas universidades públicas e também para cidadãos da UE (ver: Propinas).

Portugal

A maioria dos cursos, sobretudo as licenciaturas nas instituições públicas, é lecionada em português. Podes comprovar o teu português com um certificado de português como língua estrangeira (por exemplo, CAPLE) – pergunta à universidade que nível exige.

Também há cursos lecionados em inglês, sobretudo mestrados e doutoramentos. Para estes, a universidade pede normalmente o IELTS ou o TOEFL. Encontras a lista nos sites das universidades.

Mesmo que estudes em inglês, começa cedo a aprender português – vai ajudar-te nos serviços públicos, a arrendar casa e nos trabalhos ocasionais.

Reino Unido

Os cursos são lecionados em inglês. Para o visto Student num curso de nível superior (licenciatura ou acima) precisas de inglês pelo menos de nível B2. Comprova-lo com um teste da lista oficial do Governo, os Secure English Language Tests (SELT), ou então a universidade pode avaliá-lo ela própria – com um teste seu, também de nível B2. Os cidadãos de países de maioria anglófona, como a Irlanda, Malta, os EUA, o Canadá ou a Austrália, não têm de comprovar o inglês para o visto.

Na admissão, as universidades exigem muitas vezes mais do que as autoridades de imigração e indicam uma pontuação mínima para cada curso – por exemplo no IELTS. Antes de marcares um teste, confirma que essa versão do exame também serve para o pedido de visto.

República Checa

Nas universidades públicas, os cursos são lecionados sobretudo em checo. Muitos exigem pelo menos o nível B2. Se falas outra língua eslava, o checo vai ser mais fácil – mas continua a ser uma língua estrangeira, por isso conta com um curso. As universidades têm cursos preparatórios pagos, que juntam checo intensivo com a preparação para os exames de admissão nas disciplinas do curso.

Há mais de 1000 cursos lecionados em inglês. Para estes, normalmente precisas do IELTS ou do TOEFL – é a universidade que define a pontuação exigida. Lembra-te de que os cursos em inglês normalmente são pagos (ver: Propinas).

República Checa – universidades com cursos em inglês

Roménia

Os cursos são lecionados sobretudo em romeno, mas as instituições também oferecem cursos em inglês, francês, alemão e húngaro. Se quiseres estudar em romeno, podes começar por um curso preparatório de romeno de um ano (an pregătitor, 60 ECTS) – oferecido, por exemplo, pela Faculdade de Letras da Universidade de Bucareste.

Para os cursos numa língua estrangeira precisas de um certificado, normalmente de nível B2 – a UMF Cluj-Napoca, por exemplo, exige-o em medicina em inglês e em francês, a não ser que tenhas concluído o secundário nessa língua. Podes usar, por exemplo, o IELTS ou o TOEFL.

Sérvia

A principal língua de ensino é o sérvio. Se quiseres estudar em sérvio, tens de comprovar os teus conhecimentos da língua – a faculdade diz-te que nível e que documento aceita. O sérvio escreve-se em dois alfabetos: cirílico e latino.

Podes aprender sérvio, por exemplo:

  • no Centro de Língua Sérvia da Faculdade de Filologia da Universidade de Belgrado,
  • nos centros de sérvio como língua estrangeira em Novi Sad e Niš,
  • no centro AZBUKUM, em Belgrado.

A maioria oferece também cursos online.

Há mais de 170 cursos lecionados em inglês, em todos os níveis. As instituições podem pedir um certificado como o IELTS ou o TOEFL. Encontras os cursos na base de dados Study in Serbia.

Suécia

Os cursos lecionados em inglês exigem o nível do curso sueco English 6. Podes comprová-lo, por exemplo, com:

  • o inglês do ensino secundário – o universityadmissions.se indica, país a país, que resultados escolares são aceites,
  • IELTS – pontuação global de pelo menos 6,5, sem nenhuma secção abaixo de 5,5,
  • TOEFL – para testes feitos a partir de 21 de janeiro de 2026, pontuação global de 4,5 (numa escala de 1–6), sem nenhuma secção abaixo de 4; para testes mais antigos, 90 pontos, com pelo menos 20 na secção de escrita.

Alguns mestrados exigem o English 5, outros o nível mais alto, English 7.

Nos cursos lecionados em sueco, o conhecimento de sueco faz parte dos requisitos gerais de acesso – podes ver exatamente o que é aceite no antagning.se. O sueco também te vai ajudar no dia a dia e na procura de emprego, mesmo que estudes em inglês.

Suíça

A língua de ensino depende da região: alemão (por exemplo Zurique, Berna, Basileia), francês (Genebra, Lausana, Neuchâtel) ou italiano (Università della Svizzera italiana, no Ticino). Um bom domínio da língua de ensino é uma condição básica de admissão. Alguns exemplos:

  • a Universidade de Zurique exige aos candidatos cuja língua materna não é o alemão pelo menos o nível C1,
  • no ETH Zurich, todas as licenciaturas são lecionadas em alemão, e o inglês também é indispensável.

Os cursos lecionados em inglês são sobretudo mestrados. Normalmente exigem o IELTS ou o TOEFL. Podes confirmar a língua de cada curso no studyprogrammes.ch.

Suíça – universidades com cursos em inglês

Turquia

Na maioria das universidades, a língua de ensino é o turco, mas muitos cursos são também lecionados em inglês. Mesmo que estudes em inglês, um turco básico vai ajudar-te no dia a dia.

Turco: muitas universidades oferecem um curso preparatório depois da admissão – 4–6 horas de língua por dia. Os bolseiros da Türkiye Bursları têm um ano de aulas de língua gratuitas e devem obter um certificado de nível C1. Também há cursos nos centros TÖMER da Universidade de Ancara, em Alanya, Ancara, Antália, Bursa, Istambul e Esmirna. Podes ainda comprovar o teu turco com o exame central TYS, que se realiza três vezes por ano.

Inglês: as universidades exigem normalmente um certificado, por exemplo o TOEFL ou o IELTS, ou um teste próprio. Se não atingires a pontuação exigida, fazes um ano preparatório de inglês. Na METU, esse ano custa o mesmo que o curso que escolheste.

Fontes: Comissão Europeia – Study in Europe (education.ec.europa.eu/study-in-europe), Eurostat, portais nacionais oficiais e autoridades competentes em matéria de estudos e residência, Eurodesk, enic-naric.net, estudarnaeuropa.eu. Atualizado: setembro de 2026.

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